O menino que descobriu o vento

Objetiva


R$ 39,92


Informações sobre o Livro

Lançamento: 01/09/2011
0: William Kamkwamba
Encadernação: Capa comum
Editora: Objetiva
Edition: 1ª
Nascido no Malauí, um dos países mais pobres da África, William Kamkwamba sempre acreditou num futuro diferente ao de seus familiares. Em 2001, quando tinha 13 anos, a região onde morava foi assolada por uma seca e a plantação de sua família acabou devastada. Sem poder pagar os oito dólares anuais por sua educação, William foi forçado a deixar a escola e a ajudar a família num momento em que milhares de pessoas pelo país morriam de fome. Apesar de todos os obstáculos, o adolescente encontrou numa pequena biblioteca próxima a sua casa o caminho para persistir em seus sonhos. O testemunho do jovem autodidata que, com muita curiosidade e imaginação, conseguiu vencer as adversidades para melhorar a vida de todos a sua volta é o mote do livro O Menino que Descobriu o Vento. Nele, William conta como descobriu pela leitura dos livros o funcionamento dos moinhos de vento. O menino decidiu apostar num projeto audacioso: construir um aparato para oferecer à família eletricidade e água encanada, luxos aos quais apenas 2% da população do Malauí têm acesso. Ao utilizar materiais improvisados, recolhidos em ferros-velhos, William conseguiu construir dois moinhos que mudariam sua vida por completo. "Não podia aceitar aquele destino como futuro", aponta o autor sobre o que o motivou a persistir na ideia por quatro anos. Logo, a notícia do magetsi a mphepo - seu "vento elétrico" - espalhou-se para além dos limites de sua casa, e o garoto, uma vez chamado de louco, tornou-se uma inspiração para o mundo. A partir daí, o feito de William ganhou o boca a boca e o jovem foi convidado para falar sobre sua experiência no TED Global (instituição nãogovernamental especializada em dar espaço para divulgação de novas ideias). "Mesmo sem poder frequentar a escola, ia com regularidade a uma biblioteca e, ainda que tivesse dificuldade para ler em inglês, conseguia compreender os livros por meio de imagens e diagramas. Dessa maneira, pude construir um circuito elétrico que seria o primeiro passo para o moinho", explica William, que foi taxado de louco por amigos e parentes. "Respondia às pessoas dizendo que o moinho existia nos livros e que, portanto, era um sonho possível", sentencia.



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